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Milhares de mortos, desalojadas, pessoas feridas  sem saberem dos seus familiares vagueiam pelas ruas do Haiti, no meio da destruição total, já que mais de 24 horas depois do sismo é pouca a ajuda que chega ao país.

O receio das réplicas e os poucos locais de abrigo fazem com que muitas pessoas durmam ao ar livre e há feridos a precorrer centenas de quilómetros para encontrarem assistencia médica. Muitas pessoas continuam soterradas nos escombros à espera de auxílio que tarda em chegar.

Esté país, considerado dos mais pobres do mundo, dificilmente se levantará da tragédia que o assolou e depois da terra parar de tremer enfrenta agora uma dura realidade: o isolamento e a falta de assistência médica para os milhares de sobreviventes.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu esta terça-feira e teve epicentro a 15 quilómetros de Porto Príncipe, a capital do Haiti. A Cruz Vermelha Internacional calcula em três milhões o número de pessoas afectadas pelo sismo.

Durante a madrugada desta quinta-feira (14) os primeiros aviões já começaram a chegar ao aeroporto de Porto Príncipe, capital do Haiti, com ajuda humanitária e equipas de resgate para auxiliar as vítimas do sismo.

Uma equipa de resgate dos Estados Unidos com 72 especialistas em busca de sobreviventes já se encontra no terreno a trabalhar.

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